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Estas são as histórias reais traduzidas das revistas Motor Boating
e Sailing falando sobre o famoso projetista dos catamarans 240,
300 e a 390, todos da DASHER CATAMARANS
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O HOMEM QUE PRECISAVA VENCER
Há mais ou menos vinte anos atrás, quando eles estavam nos meados dos trinta
anos, o construtor de barcos Don Aronow e um escritor não identificado começaram
a discutir quem era o corredor mais rápido. Eles decidiram resolver a parada em
uma pista de atletismo em frente ao escritório do escritor em Miami.
Quando deram a largada o escritor disparou na frente, suas pernas bombando como
pistões, e chegando no final era claro de que não havia maneira de Aronow
ultrapassa-lo. Aronow mirou no espaço livre e se jogou pelo ar. Ele aterrizou de
cabeça no asfalto enquanto cruzava a linha de chegada, arrancando pele da cara e
do peito no salto. Ao se levantar só fez uma pergunta: Eu ganhei!
Vencer na água ou no chão guiou essa lenda das embarcações de 56 anos, desde
menino batalhando centavos na baia de Sheespshead no Brooklin. Para o homem que
transformou o nome Cigarrete em sinônimo de lancha de offshore rápida.
Quando Aronow estava se formando aos vinte e poucos anos, ele ganhou alguns
dólares comprando e vendendo equipamentos do governo. Um dia ele fez um grande
negócio com uma máquina de achatar asfalto. Seu único problema era transportar
esse monstro do galpão do governo ao comprador no Brooklin. Ele resolveu isso
comprando um capacete do exército e cruzando Nova York dirigindo o monstro,
enquanto policiais esforçados paravam o trânsito para sua passagem.
Ele abandonou o ensino porque não ganhava o suficiente. Equipado com ambição e
um alto nível de energia, ele ficou milionário construindo casas e shoppings
center aos trinta anos.
Apenas fundar a Cigarrete já garantiria um lugar a Donald Joel Aronow na
história das lanchas de velocidade, mas outra investida sua quase tão famosa foi
a Formula Boat Company. Foi quando que para ajudar Aronow a construir um barco
um famoso distribuidor de bebidas pintou The Cigarrete no casco de uma de suas
primeiras 23 pés que Aronow desenhara para ele.
Aronow vendeu a Formula Boat Company para a Thunderbird, e um ano depois começou
a Donzi Boat Company, cuja 27 pés quase que imediatamente dominou as corridas de
offshore.
A Donzi foi vendida menos do que dois anos mais tarde para a Teleflex
Corporation. Aronow repetiu um padrão que ficou normal para ele. Ele abriu uma
nova empresa de barcos, a Magnum, praticamente ao lado da que ele acabara de
vender,e ganhou um título mundial de offshore com um de seus novos barcos.
Aronow teve a Magnum por mais três anos, quando a vendeu para a American
Photocopy Corp.
No ano seguinte ele reentrou no mercado com uma nova empresa e um barco novo,
tão superior a qualquer outro que virou um novo parâmetro para barcos de
offshore. Ao nomeá-lo Aronow voltou ao curioso nome de sua pequena 23 pés -
Cigarrete Racing Team.
O primeiro barco construído sob o nome Cigarrete foi uma 32 pés que era
praticamente incontrolável, mas esta rasgaria ondas de dois metros a 70 mph, em
uma era que 70 mph em águas lisas era rápido, e deu a Aronow seu segundo titulo
mundial.
Seu próximo barco foi para muitos experts, o melhor barco de offshore com casco
em V profundo já construído: a Cigarrete 35 pés "Esse era o barco em que nos
colocamos o fundo – hinged – pela primeira vez" disse Aronow. Nos tínhamos uma
seção de curva (rocker) de dez pés nele, o que fez toda a diferença na
navegação. A 32 tinha tendência de enfiar a proa no mar, então nos enchemos um
pouco o bow da 35 para acabar com isso.
Aronow abandonou as corridas, e entregou sua 35 pés para fazer a sua estréia nas
mãos do cirurgião Bob Magoon, um homen duro como Aronow, que eventualmente
ganhou cinco campeonatos mundiais com cascos Cigarrete. O barco ganhou aquela
corrida facilmente, e continuou ate ganhar 8 das 11 corridas daquele circuito.
Alem de rápida a Cigarrete era muito confortável para os padrões offshore. Em
uma época em que era comum os homens serem seriamente golpeados sempre que a
lancha batia em uma onda, o casco curvo da 35 amaciava muito o impacto enquanto
mantinha a lancha andando perto da angulação ideal do bow de seis graus para
cima. Você ainda poderia ser golpeado seriamente mas estaria andando 10mph mais
rápido.
Outros barcos mais rápidos vieram, mas Aronow ainda achava a 35 seu melhor casco
em V profundo. Era também um dos mais bonitos, apesar de Aronow dizer que nunca
vizou a beleza nos barcos. Eles eram bonitos porque eram rápidos!
A Cigarrete foi vendida para a Halter Industries, mas Aronow obteve propriedade
parcial de volta menos de um ano depois e logo vendeu a empresa para a
Integrated Resources, que a vendeu para um investidor particular.
Se dirigir para o sul na 188 Avenue N.E. no norte de Miami Beach, você vera a
Magnum, a Donzi e a Cigarrete em um raio de um em um quilometro. Ao lado da
Cigarrete esta uma outra empresa chamada USA Racing Team, que Aronow começou
quando vendeu a Cigarrete pela segunda vez. Os novos donos da Cigarrete estavam
cientes do habito de Aronow abrir uma empresa de muito sucesso ao lado da que
acabou de vender. Por isso insistiram em uma clausula no contrato que proibisse
Aronow de fazer cascos em V que competissem com seu produto. Ele poderia ainda,
construir barcos abaixo de 24 pés ou acima de 60 pés ou Catamarans.
E assim foi que Aronow apareceu com sua 39 pés Blue Water Cat, um modelo que
mesmo os competidores mais experientes disseram que proporcionava a navegação
mais suave que eles já tinham experimentado. Blue Water era a primeira empresa
de Aronow a produzir barcos que não eram projetados para dominar o circuito de
offshore, mesmo assim esta veio a ser campeã mundial logo em seguida.
Aronow trabalhava em seu escritório caseiro no complexo Cigarrete, enquanto sua
nova fabrica Blue Water estava sendo construída do outro lado da rua. Um
milionário, ele passava o dia atrás de uma mesa de trabalho de onde ele via seus
negócios com barcos, seus terrenos e sua ultima paixão, cavalos de corrida. Ele
também testava seus barcos normalmente sozinho, submetendo a grandes castigos
para ver se ele conseguia quebrá-los. As paredes de seu escritório estavam
cobertas de troféus de todo o mundo. Um deles era de uma corrida na Itália, onde
de acordo com o mecânico Knocky House, o operador do guindaste não queria descer
o barco de Aronow sem uma gorjeta. Aronow correu o deck abaixo, derrubou o homem
com um soco, subiu no guindaste e desceu ele mesmo o barco.
Aronow ganhou um monte de corridas simplesmente porque ele e sua tripulação
continuavam a acelerar enquanto o mar ruim obrigava as outras embarcações a
diminuir. Em corridas em que o mar ficava realmente grosso e todos estavam
sofrendo, Aronow riria enquanto os passava. Ele não gostava daquilo mais que os
outros, mas sabia que se eles realmente achassem que estava gostando, isso os
desmoralizaria ainda mais.
Don Aronow sempre trabalhou duro para chegar em primeiro. E sobre aquela corrida
à pe, o escritor que correu com ele diz que Aronow estava ainda no ar e a dez
metros atrás quando ele passou a linha de chegada. "Mas o safado ainda diz por
ai que ganhou a corrida."
A ERA DO CATAMARAN
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Aronow era o homem cuja direção e o nome construíram a indústria de offshore com
cascos em V profundo. Ele começou com a Formula Boat Company e vendeu-a logo em
seguida. Fundou e vendeu mais três fabricas, a Donzi a Magnum e a Cigarrete. Ele
seguiu com a Cigarrete, e ao vende-la, decidiu que desenvolveria um Catamaran
com desempenho e conforto melhor que qualquer casco em V profundo.
O resultado foi a USA Blue Water Cat 39, um barco que ficou sendo uma
unanimidade mesmo para aqueles que disseram que Aronow estava unindo as
características dos dois cascos.
O barco se parece um casco convencional cortado ao meio, reestruturado com um
túnel no meio, que se enche de ar e suaviza a navegação enquanto o barco vai se
encaixando na água.Ele tem 39,2 pés de comprimento por 11,6 de boca e tem dois
motores de 440 hp cada.
Ignorando os olhares curiosos dos velejadores passando a alguns metros, Don
Aronow mandou seu novo Cat 39 flutuando por cima de ondulações atlânticas de
mais de um metro a 60 mph, sem as mãos no volante e com os braços cruzados.
"Olhem para isto, vocês já viram lancha mais estável ? Aronow falava para seus
passageiros. Não se segurem, cruzem os braços como eu.``Este e o barco mais
estável e confortável já construído."
Ele virou o volante com forca para a direita ate que travasse, depois cruzou os
braços e deixou a lancha circular a todo vapor. Ela andava por cima do oceano
azul coberto de espuma com segurança de um cavalo de madeira em um carrossel.
Perto dali, três homens passeavam em uma Cigarrete 35, e começaram a acompanhar
o Catamaran, se segurando por suas vidas, com as cabeças sacudindo para frente
em cada caturrada nas ondas. Enquanto os passageiros do Catamaran se recostavam
tomando drink, tentando não rir da situação dos homens na Cigarrete.
A primeira coisa que você percebe no Blue Water Cat é que ele pula para o
planeio como se fosse uma pequena lancha, não há espumamento ou arrasto. Acelere
o barco e o túnel se enche de ar e faz o barco voar rapidamente. Outra
curiosidade é a falta de controle do trim. Apesar de melhorar a velocidade o
trim não é essencial para o conforto, o barco navega colado tanto com o trim
para cima como para baixo.
Isso é fundamental em um barco para passeios curtos, com muito espaço disponível
para passageiros e objetos.
Aronow sempre preferiu a fibra de vidro para seus cascos. "A indústria tem feito
muito com o kevlar e o carbono, especialmente em barcos de corrida, mas para
barcos de passeio a fibra é adequada. Não importa a espessura do casco e sim
como e aonde ele é reforçado."
Sem dúvida alguma os Catamarans estão fazendo a transição de lanchas de corrida
para lanchas de passeio. Mesmo que as lanchas de passeio estejam muito distantes
das de corrida, a pessoa que for comprar um Catamaran deve encará-lo como um
aficionado por carros ao comprar uma Ferrari. Primeiro, mesmo que um Cat possa
chegar a 100mph, não planeje fazer muitos passeios a esta velocidade, pois alem
de gerar problemas com a lei, pilotar barcos a esta velocidade com segurança é
restrito a poucos comandantes amadores.
Uma vez um diretor de uma fábrica de Catamarans, disse que, o que convence
potenciais compradores é o fato de andar a 70 mph com conforto. "Nos estamos
vendendo barco para pessoas que querem passar o dia passeando rápido."
Este e um barco que faz 60 mph a 4000 rpm, sem se esforçar. O barco faz curvas
sem se inclinar. "E uma sensação diferente, porque seu corpo sente a forca G
empurrando você para um lado e você espera que ele incline, mas isso não
acontece."
Em um casco de V profundo, andando a 70 mph, se encontrar com uma ondulação
deixada por outra lancha, significa que você esta dentro de uma rápida, mas
assustadora jornada aérea. O Catamaran só balança um pouco de lado a lado
enquanto ele atravessa a onda, e logo esta acelerando do outro lado sem que você
tenha percebido muito bem o que aconteceu.
O assunto que os Catamarans estão levantando e a velocidade: quanto é o
suficiente e quanto é um exagero?
Um milionário texano ligou para Aronow e pediu uma 30 pés que chegasse a 100
mph. Aronow concordou e em algumas semanas tinha uma lancha que chegava a 97 mph
com dois motores de 650 hp cada. Aronow ligou e perguntou se 97 mph estava bom e
o cliente disse que não! Alguns ajustes foram feitos e a lancha passou a
alcançar 103 mph.
Aronow disse que mandou a lancha para o Texas e nunca mais pensou no assunto,
até outro dia quando o mesmo cliente ligou para ele e disse: "Vocês são loucos,
aquela coisa que vocês me venderam e rápida demais."
"Eu simplesmente concordei com ele, ria Aronow, as pessoas que nunca andaram a
100 mph em um barco não imaginam com e assustador. O texano tirou os motores e
colocou menores, para alcançar 80 mph, o que ele achou suficientemente rápido.
Ok eu concordo, eu ando a 60mph."
Eu tive pessoas aqui que queriam um barco para andar no final de semana sem
pressa. Eu digo para um cara desses para comprar outra coisa, porque se ele quer
realmente andar dessa forma, ele não quer um Catamaran. Mas se você quer um
barco para andar rápido e com conforto, não a outro caminho que não seja um
CATAMARAN. |
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